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domingo, 26 de outubro de 2014

Agressividade felina




Pessoas que convivem com gatos sabem o quanto pode ser assustador - e também perigoso – lidar com reações agressivas dos bichanos. Assim, é muito importante procurar entender os motivos dessas reações agressivas, conseguir prevê-las e saber como agir, caso ocorram. 




Antes de mais nada, é importante mencionar que a agressividade, por si só, não consiste em um comportamento anormal. Reações agressivas são perfeitamente normais em gatos, cães e outras espécies, dependendo do(s) estímulo(s) desencadeador(es). 

Gatos domésticos podem apresentar alguns tipos de agressividade (que pode ser direcionada a pessoas, outros gatos ou animais), sendo a seguir enumerados os mais comumente relatados pelos proprietários:


 - agressividade lúdica (ou por brincadeira)

Foto por Giane Portal / Fofuras Felinas
o instinto predatório é um dos mais marcantes dos felinos. 
Faz parte de seu repertório de comportamentos, como espécie, caçar, encontrar, espreitar e atacar a presa. 
Quando são criados em casa, gatos domésticos, especialmente os mais ativos, podem não ter como adotar esse comportamento natural e acabam atacando pessoas que estão andando pela casa, especialmente nos pés e calcanhares. 
Na verdade, eles estão buscando dar vazão à necessidade de caçar. 
Para evitar sustos e machucados, deve-se evitar brincar com o gato usando mãos e pés, desde o momento em que o animal chega à casa, ainda filhote. 
Também é importante proporcionar atividades que permitam a ele caçar outros objetos, como brinquedos que se movimentam, bolinhas e laser na parede. 



- agressividade por medo

um gato acuado, sentindo-se inseguro diante de determinada situação, e sem rota de fuga disponível, poderá atacar. Essa reação provocada pelo medo de uma pessoa ou outro gato (ou até um cão) pode gerar ferimentos sérios. 
Assim, para evitar esse tipo de situação, não se deve tentar pegar um gato que esteja demonstrando medo e, caso o bichano seja inseguro por natureza, é importante sempre garantir a ele locais seguros, onde ele possa se esconder, além de rotas de fuga alternativas, especialmente se há outros animais que podem persegui-lo na casa. 
Para evitar reações agressivas por medo, é importante também entender, através da linguagem corporal, se ele está com medo e, talvez, prestes a atacar, conforme quadro abaixo:




Nessas situações, é importante não punir o gato, pois, diante de uma nova situação similar e futura, a probabilidade de agressão é grande. O mais indicado é verificar os motivos que levaram ao medo e à reatividade, para evitar que ocorram novamente. 




- agressividade territorial: 

muito comum entre gatos, que são animais territorialistas por natureza. 
Bastante relatada em caso de introdução de um novo gato ao ambiente, sem que tenha sido feito um trabalho cuidadoso de introdução, associada a experiências positivas. 
Se já identificada, é necessário que seja feito um trabalho de reaproximação cuidadoso, como o que já foi postado no blog,neste post
Para evitar sua ocorrência, é importante seguir essas mesmas dicas, para que a convivência futura entre os dois gatos seja mais harmônica. 




Qualquer que seja o motivo dos comportamentos agressivos, é importante buscar auxílio de um especialista em comportamento felino, para que a identificação das questões e a forma com que elas devem ser tratadas sejam feitas da maneira correta, visando o bem-estar de todos. 

''Texto de Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora da equipe Cão Cidadão.''

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