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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Domesticação dos gatos do inicio até os dias de hoje


A história da domesticação do gato começou há cerca de 5000 a.C no Antigo Egito. Os gatos tiveram neste período seu ápice de glória. Venerados como divindades, os gatos domésticos eram tratados como membros da família. Tinham importante papel no controle de pragas, pois caçavam ratos que se proliferavam rapidamente.
Os gatos também eram admirados por sua beleza e poderes “mágicos”. Havia uma importante deusa, chamada Bastet, que tinha forma de uma gata e era a deusa da fecundidade. Matar um gato era crime punido com de pena de morte.
Os gatos começaram a se espalhar do Egito, sendo levados por mercadores fenícios para todos os países mediterrâneos. Na Grécia, eles já utilizavam as doninhas como controladoras de roedores e o gato não teve o mesmo prestígio que gozava no Egito. Na Roma antiga, teve seu papel de caçador e animal de companhia reconhecido, mas após o imperador Teodósio banir os cultos pagãos, a imagem do gato, que era associada à deusa Diana caçadora, que tinha seus ritos ligados à Lua, passou a não ser bem vista.

Ásia, Europa e os tempos atuais
Na China, o gato é reconhecido desde a dinastia Han, por volta de três mil anos atrás. Ele era tido como um animal de companhia das mulheres. Além disso, era-lhe atribuído o poder de afastar demônios com o brilho de seus olhos. Li-Show, uma divindade campestre, tinha a forma de um gato. No Japão, o gato foi introduzido oficialmente no ano de 999 d.C, oferecido como um presente durante o aniversário do imperador Ichijo. Foi muito bem aceito e as gatas escama-de-tartaruga eram símbolos de sorte e prosperidade.
Uma lei proibia que gatos adultos fossem engaiolados e vendidos. Na Índia, havia a deusa da fecundidade, Sasti, que tinha a forma de uma gata, assim como Bastet, no Egito.
Já na Europa Medieval, o gato era usado por sua característica de caçador no controle de roedores. Mas pelo reaparecimento dos cultos pagãos durante a peste negra, que matou 25 milhões de pessoas, a figura do gato foi novamente deturpada e associada a cultos satânicos. O Papa Inocêncio VII oficializou a matança de gatos como algo normal. Os gatos eram condenados junto com seus donos e queimados vivos nas fogueiras do Santo Oficio. Foi no reinado de Luis XIV, rei de França, que essa monstruosidade teve fim.
Paulatinamente, o gato foi sendo reabilitado, aparecendo em textos literários, pinturas e sendo aceito como um animal doméstico, fazendo parte de lares no mundo todo. Hoje os felinos são os animais de companhia que mais crescem nas casas dos brasileiros e superam, em número, os cães em países como os EUA. Isto acontece por sua facilidade de cuidados, hábitos de higiene, por se adaptar a pequenos espaços, dar maior independência aos seus tutores e obviamente pela sua beleza e afetuosidade.
Hoje já sabemos que gatos são extremamente carinhosos e os antigos preconceitos em relação aos felinos enfim caíram por terra.

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